Para filosofar


"[...] a escola foi uma fonte de 'tempo livre' - a tradução mais comum da palavra grega skholé -, isto é, tempo livre para o estudo e a prática oferecida às pessoas que não tinham nenhum direito a ele de acordo com a ordem arcaica vigente na época. A escola era, portanto, uma fonte de conhecimento e experiência disponibilizada como um 'bem comum'. [...]" (MASSCHELEIN, 2013:9)










domingo, 13 de julho de 2014

Filosofar e comer


Capa do folder do projeto "Comer é viver"
 confeccionadopelo grupo de alunas da 2a. C
da EE. Orestes Ferreira de Toledo; maio/2014.
    
     Filosofar é o ato humano de refletir sobre o porquê do nosso viver. Neste sentido, surgiu para a classe da  2a. série C do ensino médio, da EE. Orestes Ferreira de Toledo, um desafio no segundo bimestre: quais aspectos da vida escolar deveriam melhorar.
 
     Pensando sobre o assunto, um grupo de alunas pensou como incentivar uma melhora na alimentação dos alunos.
 
 
 
 
 
 
     Após pensarem, refletirem e trocarem ideias com as merendeiras da escola, esboçaram um folder que ajudará a comunidade escolar, como um todo, a ter consciência da questão e a buscar uma alimentação mais saudável.



Verso do folder "Comer é viver" criado pelo grupo de alunas
da 2a. série C da EE Orestes F. de Toledo. Maio/2014.
 
     Associando os conhecimentos adquiridos nas disciplinas de Educação Física, Química e Biologia, o projeto "Comer é viver" surgiu na disciplina de Sociologia, que permitiu numas aulas, pensarem qual maneira é mais adequada para atingir o público alvo, ou seja, os alunos da escola.
 
    O papel da Filosofia foi fundamental, neste processo, pois permitiu ao grupo refletir, analisar, questionar as possibilidades, os recursos e, assim, confeccionar um folder (como vemos nas ilustrações) para depois distribuírem nas salas de aulas.
 
 
 
    A parceria com as funcionárias da merenda e o apoio da coordenação pedagógica foi muito importante para esse projeto, sendo, assim, uma ação possível de ser concretizada entre os alunos que assumiram o compromisso de acompanharem a situação apresentada.
 
     O convite feito à nutricionista da prefeitura de Palmeira d´Oeste, Janaína, foi fundamental para dar andamento da ideia de uma alimentação saudável, propondo um cardápio balanceado junto as merendeiras da escola, o que repercutiu na hora do recreio entre os alunos.
 
     Parabéns ao grupo que escreveu a frase no folder: "Vivendo consciente, para uma escola contente."
 
 
Grupo de alunas (Ludmila, Denice, Luara e Camila) do projeto
 "Comer é viver" da 2C da EE Orestes Ferreira de Toledo. Maio/2014.
 
   

sábado, 12 de julho de 2014

Interagindo Filosofia com o discurso em "A revolução dos bichos"

     Uma das cinco competências exigidas para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) é o domínio das linguagens. Não só a linguagem formal da língua portuguesa, mas também o domínio das linguagens técnico-científica, filosófica e artística.

     Como vimos na terceira série do ensino médio, ao longo do primeiro semestre, no volume 1, do Caderno do aluno, na disciplina de Filosofia, as linguagens estão presentes nos discursos, que foram apresentados nas situações de aprendizagens.

Agente escolar (inspetor) Michel da EE
Orestes F. de Toledo analisando a obra
"A Revolução dos bichos"
    
     Os discursos são uma das características  do ser humano, pois é "o único animal que possui o dom da fala", afirmou o filósofo grego Aristóteles, em sua obra A Política, escrita no século IV a. C.
   
     Por meio do discurso o homem expressa seu senso de justiça ou de injustiça, de bem ou de mal, enfim, o seu discernimento sobre o mundo em que vive, distinguindo-o, assim, dos outros animais.


    
 
      Os tipos de discursos podem ser classificados de modo narrativo e argumentativo. Para ilustrar tal assunto, o inspetor (agente escolar) Michel, da EE Orestes Ferreira de Toledo, em Palmeira d´Oeste, foi convidado para apresentar o livro "A Revolução dos bichos", de George Orwell, de um modo informal, para um grupo de alunos.
 
Inspetor Michel com grupo de alunos
 do 3A EM da EE Orestes F. de Toledo
Junho/2014.
    
 
     Uma forma de demonstrar que o assunto política estudado, de modo filosófico no Caderno do aluno, pode ser abordado de diferentes gêneros, ou seja, de discursos, o inspetor Michel, contou e explicou ao grupo de alunos, como o autor escreveu a conjuntura de época de uma forma metafórica, narrando personagens comum a nossa cultura e, fazendo críticas a hegemonia do sistema político vigente.
 
 
 
 
                                                               

Agente escolar Michel apresentando o
livro A revolução dos bichos". Junho/2014.
     A leitura feita pelo inspetor Michel incentivou os alunos a lerem o livro A revolução dos bichos e associarem a frase do filósofo Antônio Gramsci: "Todos os homens são filósofos". Assim, como há os filósofos especialistas, que utilizam o argumento com todo rigor para o aprofundamento das análises, num discurso filosófico, também os escritores utilizam o discurso narrativo, presente nos mitos e na religião para transmitirem mensagens que contêm questões a serem refletidas de modo crítico.


     Agradecimentos ao inspetor ou agente escolar Michel pela disponibilidade e colaboração. Os alunos aproveitaram muito essa aula interagindo as linguagens filosófica e narrativa. Valeu!

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Filosofia, natureza e meio ambiente.

"Natureza. Conjunto dos seres e das coisas que constituem o mundo físico; tudo o que, no universo, não aparece como transformado pelo homem; conjunto de leis que parecem manter a ordem das coisas e dos seres; modelo que a arte se propõe seguir ou reproduzir." (MOSCOVICI, 1999:27)

Vista de um sítio em S. Francisco
Junho/2014.
 
     O surgimento da Filosofia foi, como estudado ao longo do curso do ensino médio, devido a busca do elemento primordial do mundo, do universo (VII a. C.) e, séculos depois (V a. C. em diante), a essência da humanidade será a investigação prioritária como parte da natureza cósmica.
 
     Os primeiros filósofos gregos (ou os pré-socráticos), como exemplo, Tales de Mileto, começaram a tentar desvendar a natureza de um modo racional, o que causou grande preconceito na época, chegando a serem motivo de anedotas nas comédias atenienses.
 
     Embora a definição descrita no epígrafe deste artigo por Serge Moscovici refira-se ao mundo material, a visão dicotômica de Platão é criticada até os nossos dias, porque "[...] espontaneamente, os homens são panteístas". Panteístas? O que isso significa?
 
     Procurando não discutir o tema no sentido religioso, mas sim, a partir da reflexão sobre a natureza, o autor acima citado trata de explicar: "[Os homens] Manifestam entusiasmo ou temor fazendo aliança com a multiplicidade dos seres, como se essa tivesse valor próprio e constituísse valor novo." Resumindo, é sentir a natureza como algo sagrado.
 
     Pode-se perceber como a vida contemporânea, nas cidades grandes, principalmente, a necessidade de ir ao encontro da natureza é visível. Os congestionamentos tanto terreno quanto aéreo criam um mal estar urbano que só de ver já é possível diagnosticar a "pressão alta" das rodovias, imagine dos indivíduos.

Cartaz sobre a ONG Greenpeace
confeccionado por um grupo de
alunos do 3B EE Orestes F. de Toledo
Junho 2014.
 
     Que seria de nós sem o "colírio" do mar, dos rios, riachos, das cachoeiras? Da música dos pássaros sem os instrumentos eletrônicos, que muitas vezes são abafados por causa dos "disk psiu" das cidades, acionadas por algum morador que espera o silêncio da noite para repor suas energias depois de um longo dia de trabalho? Das cores das flores, das frutas e legumes, dos animais?
 
    À medida que houve o avanço da Filosofia,  as Ciências empíricas gerou "uma paixão tão forte que impõe respeito à racionalidade". Mas, infelizmente, o mercado passou a utilizar o conhecimento para dominar a natureza, fonte de inspiração para a arte. Com isso, nesses "tempos líquidos" a preocupação com a mesma é tão grande em preservá-la que, no mundo todo surgem Organizações não-governamentais (ONGs), para despertar nossa consciência, pois a Terra é nosso eco, cabe a nós cuidar para mais tarde não faltar a vida da qual dependemos.
 
     Nesse sentido, as classes da terceira série pesquisaram as ONGs que alertam para o cuidado que os humanos devem ter para com a "mãe-natureza", propondo atitudes conscientes com o meio ambiente (em casa, na escola, na vizinhança, em praça pública etc), como os japoneses fizeram durante a Copa do mundo, em Recife, mesmo seu país tendo perdido o jogo. Sigamos os bons exemplos.

Alunas do 3A apresentando a ONG WWF
da EE Orestes F. de Toledo
Junho 2014.
Cartaz sobre a Rio + 20 confeccionado por alunos
do 3B da EE Orestes F. Toledo.
Junho 2014.


Alunas do 3A EE Orestes F. de Toledo
apresentando uma das ONGs
Junho 2014





 


Grupo de alunas do 3B apresentando
trabalho sobre ONG e meio ambiente.
Junho 2014.







 
 


terça-feira, 17 de junho de 2014

BOLA QUE GIRA, MENTE QUE BRILHA II


     Enquanto a bola gira entre os países da Copa do mundo, a mente dos alunos têm brilhado com pesquisas sobre o assunto.
    

Abertura da Copa na escola estadual
Antônio Marin Cruz. Jun/2014.
     Na EE. Antônio Marin Cruz, alunos, professores e funcionários, junto com a equipe gestora, reuniram-se no pátio da escola, antes de entrarem de férias, para apresentar trabalhos sobre os países que estão participando da Copa do mundo no Brasil.



   
     Após apresentação de vídeos sobre a última Copa do mundo, na África do Sul, os alunos foram desafiados a responderem algumas perguntas como: "Onde foi que aconteceu a última Copa do mundo?" "Quantas vezes o Brasil foi campeão?" etc.

 
 
 


Alunos da EE Antônio Marin Cruz com
a bandeira da Grécia. Junho/2014
  Depois, houve a entrada das bandeiras com os respectivos grupos que falavam das características dos países, destacando aqui a da Grécia (já que estamos num blog de Filosofia).

     A EE Antônio Marin Cruz teve muita criatividade na decoração esportiva. Na entrada e na saída, os sinais de Copa do mundo estava bem visível como se pode constatar nas imagens deste artigo.
 
 
Enfeite em forma de Bandeira do Brasil
 no alambrado do muro feito com garrafas pets
da EE. Antônio Marin Cruz. Junho/2014.


Bandeira do Brasil pintada no muro
da EE Antônio Marin Cruz por ocasião
das comemorações da Copa do mundo no Brasil.
Junho/2014.
 
Exposição das bandeiras dos países que
participam da Copa do mundo em 2014.
Corredor da EE Antônio Marin Cruz, jun/2014


Mensagem no mural
 da EE Antônio Marin Cruz no
Junho/2014. 
Mural de enfeite sobre a Copa do mundo
EE Antônio Marin Cruz. Junho/2014.




Parabéns a todos pela
 participação no evento.

Torçamos por um Brasil melhor.







 
Funcionários e professores observando
as apresentações dos alunos no pátio da
EE Antônio Marin Cruz. Jun/2014.


segunda-feira, 16 de junho de 2014

BOLA QUE GIRA, MENTE QUE BRILHA

    A Copa do mundo na escola Orestes Ferreira de Toledo fez, neste segundo bimestre, parte do projeto pedagógico, envolvendo todas as classes, professores e disciplinas.
 
    
Exposição de cartazes dos países
que farão parte da Copa no mundo
no Brasil, na EE Orestes Ferreira de Toledo.
 Junho/2014
 
     Enquanto a bola girava no amistoso entre os países, a mente dos alunos, após cada classe ter seu país como time, pesquisava e confeccionava os cartazes que seriam expostos na abertura do evento. Também, cada turma teve que criar um "grito de guerra", onde seria apresentado, na quadra, antes do início dos jogos. 



Alunos e professores cantando o Hino Nacional
na abertura da Copa do mundo na escola, na
EE Orestes Ferreira de Toledo, junho/2014
Alunas segurando a Bandeira do Brasil
na abertura da Copa do mundo na escola
junho/2014.




 







    A pesquisa dos países que participarão da Copa do mundo envolveu: bandeira, hino, dados históricos, geográficos, políticos, culturais, econômicos, esportivos, podendo ter um casal com roupas típicas no dia da apresentação.
   
Abertura da Copa do mundo na escola
 da EE Orestes Ferreira de Toledo,
manhã, junho/2014.
Antes de cada apresentação todos ouviam o hino do respectivo país, vestido a caráter ou não, e, logo após, ouvia-se o grito de guerra criado pela classe dos alunos.
 
Alunos do turno da tarde na abertura
da Copa do mundo na escola, da
EE Orestes F. de Toledo. Jun 2014

      As apresentações respeitaram os períodos de aula, para que, assim, todas as classes pudessem ter sua vez. A animação cresceu quando começaram os jogos que teve disputa nos três períodos, inclusive, o noturno, sendo coordenado pelo professor Mário Júnior.

Alunos do 3D, noturno e prof. Mário Junior,
da EE Orestes Ferreira de Toledo. Jun/2014
     A todos que participaram, parabéns! Agradecemos as equipes gestora e docente pela organização e criatividade, desempenho e participação. Que tenhamos momentos de reflexão durante as férias.
    Com o início da Copa do mundo no Brasil dia 12 de junho, a escola encerrou as atividades dia 11 para que todos possam torcer junto às suas famílias.

 

TEXTO SOBRE DIREITOS

    A aluna Bruna Sayuri Sugiyama, 3 A do ensino médio, da EE. Orestes Ferreira de Toledo, elaborou um pequeno artigo sobre os direitos do cidadão, apresentando um resumo do conteúdo estudado neste segundo bimestre, cujo título é "Direitos conquistados para a garantia do cidadão".
     Transcrevo o texto produzido como uma das redações feitas durante os exercícios de reflexão em aula.

                                 "Direitos conquistados para a garantia do cidadão

     O primeiro direito [almejado] pelo ser humano foi o direito civil, na Inglaterra, no século XVII. Os principais filósofos que contribuíram foram: John Locke, defendera direito à vida, à liberdade e à propriedade. [Mais tarde,] Voltaire, dizendo que 'todos somos iguais perante a lei' e, Jean-Jacques Rousseau: '...a igualdade só fazeria sentido se baseada na liberdade'.
     Essa necessidade de direitos ocorreu porque, antes disso, o ser humano vivia em uma situação precária, principalmente, trabalhadores (escravos, operários).
     Outro fator que influenciou, também, foi a desigualdade [em relação] às mulheres e os estrangeiros  que não tinham direitos [...]. [Com o tempo], quatro direitos foram criados: direito civil, direito social, direito político e direito humano. O último foi criado após a Segunda Guerra Mundial pela Organização das Nações Unidas (ONU).
      O direito político é quando envolve poder, eleição, [participação] em protestos etc.
     O direito social garante as necessidades básicas como: educação, saúde, moradia, alimentação, transporte.
     O direito civil é o de [poder] escolher seu trabalho; direito de ir e vir, o que [reconhece] quem é cidadão perante a lei, e, os direitos humanos inclui os três direitos acima."
Aluna Bruna (lado direito) apresentando
trabalho com a colega Camila, 3A,
EE. Orestes F. de Toledo, 2014.
     A estudante Bruna, de nacionalidade japonesa, que está no Brasil uns quatro anos, demonstrou que domina a língua portuguesa e demonstra sempre vontade de aprimorar-se cada vez mais, comprometendo-se com os estudos e participação na vida escolar. Parabéns!

domingo, 11 de maio de 2014

Obra filosófica e as competências

Primeiro livro filosófico lido pelas
alunas do 1A neste segundo bimestre/2014.
     Geralmente, os adolescentes gostam de ler livros da literatura infanto-juvenil, porque são incentivados pelos professores, principalmente da disciplina de Língua Portuguesa. Contudo, a competência leitora e escrita deve ser desenvolvida por todas as disciplinas. Logo, o desafio das classes das primeiras séries do ensino médio, no segundo bimestre, foi ler um livro filosófico, relacionando com o tema estudado em sala de aula, metafísica.



Alunas do 1A EE. Orestes Ferreira de Toledo,
apresentando O Banquete, de Platão. Abril 2014.
     Após os exercícios feitos sobre as causalidades de um ser e entender que o filósofo é aquele que busca investigar o porquê das coisas, ou seja, investigar um determinado assunto que faz parte da experiência humana e depois cria conceitos que expliquem melhor aquele problema, cada grupo foi desafiado a ler uma pequena obra.

Alunas do 1C (tímidas) apresentam resumo
de livro lido. Abril/2014.
     De modo resumido, os grupos apresentaram a obra filosófica lida seguindo um pequeno roteiro para não se perderem, a saber: título da obra, objetivo do trabalho, autor-filósofo, destacar o problema abordado pelo filósofo e quais conceitos criados, quais definições dadas por ele; relacionar o tema abordado com os dias atuais, não esquecer de anotar referência bibliográfica.

Aluno do 1C apresentando uma das obras
de Schopenhauer. Abril/2014.
 

     Cada classe foi dividida em grupos de três a quatro alunos que tiveram um mês de prazo para ler a obra que estava na sala de leitura da escola e confeccionar um cartaz com ilustração, para apresentar no final do mês de abril. Após apresentação, o grupo foi avaliado pela habilidade da expressão oral, bem como pela escrita e estética do cartaz, desenvolvendo assim a competência leitora e escrita, como foi dito no início.
 
 
 
     Parabéns aos alunos pelo compromisso com a tarefa de desenvolver suas habilidades. Sabemos que tudo é um exercício que deve ser aprimorado no processo do ensino e aprendizagem. Portanto, ao final do seminário, a classe enriqueceu seu conhecimento sobre temas metafísicos como o amor, a morte, o sofrimento do mundo, a angústia humana entre outros. Cada obra lida e anotada, fica como um incentivo para ler mais.