Para filosofar

"O preço a pagar pela tua não participação na política é seres governado por quem é inferior." (Platão: 428-347a.C.)

"Não existe governo honesto com população corrupta." (Prof. Dr. Leandro Karnal)


domingo, 21 de agosto de 2016

Filosofia presente nas linguagens

     De uns anos para cá, a preocupação com a interdisciplinaridade passou a ser o foco do processo ensino e aprendizagem na escola, visto que o Conhecimento é um bem integrado com a vida.
     Neste sentido, o ensino de Filosofia tem proporcionado aos estudantes não apenas identificar os tipos de linguagens, mas também, elaborar textos que abordem um mesma tema de formas variadas. Por isso, neste bimestre os alunos da segunda e terceira série do ensino médio são desafiados a produzir uma revista dentro deste projeto Filosofia em ação. Pensar bem para bem viver com seus artigos, entrevistas, de maneira significativa.

     Cada grupo, escolhe um dos temas relacionados à Filosofia Contemporânea e procura executar seu material. Para isso, alguns lembretes são importantes:
a) Capa e contra capa: Cabeçalho padronizado, manchete criativa (não pode plagiar); na contra capa identificar instituição (escola), disciplina, professor responsável, equipe redatora, quem fez a ilustração da capa.
Capas da revista com cabeçalho
padronizado e a manchete montada
pelos grupo. Exemplares 2014.

Exemplo de contra capa.
Exemplar de 2014.














b) Editorial e sumário: Utilizando uma linguagem informativa, mais jornalística, o editorial é o texto introdutório da revista em que convida o leitor para visitar as próximas páginas, dando-lhe uma noção do conteúdo. Para isso, o sumário deve trazer o título de cada artigo com um pequeno resumo das ideias abordadas e páginas.

Editorial escrito para a  revista
Filosofia em ação. Pensar bem
para bem viver. Exemplar de 2014.

Exemplo de sumario,
exemplar de 2014.














c) Artigos e entrevistas são o conteúdo propriamente dito da revista. Em cada texto dissertativo deve ser abordado o assunto do tema da revista (escolhido em sala de aula) e que se refere a um fenômeno da contemporaneidade tratado nas situações de aprendizagem do volume 2.
    Cada texto deve ter o título e logo após o nome do autor, dividir em duas colunas e no final apresentar a referência bibliográfica. Se tiver foto e/ou gráfico citar as referências também.
     Quanto a entrevista, fazer uma pequena apresentação (dados) sobre o entrevistado. Selecionar bem as perguntas.
Um exemplo de texto dissertativo
escrito para a revista Filosofia em ação
sobre o tema "Drogas".
Exemplo de entrevista feita pelo
grupo que pesquisou sobre o papel
do Direito na sociedade.
Exemplar de 2014.















d) Entretenimento, propaganda e encerramento da revista: como a revista é uma proposta de atividade para apresentar as reflexões contemporâneas nas várias linguagens, o grupo não deve esquecer de criar um entretenimento, acrescentar propagandas a respeito do assunto e encerrar o trabalho com uma proposta para o leitor buscar mais informações.
Exemplo A de entretenimento
criado pela equipe da revista acima.

Exemplo B de entretenimento criado
pela equipe da revista.













Proposta da equipe no final da revista
Exemplar de 2014.
     Cada revista, ao final da revisão e encadernação, ficará em exposição na sala de leitura para que as reflexões feitas sobre os temas estudados em Filosofia seja socializada com toda a comunidade escolar. Bom trabalho a todos.

domingo, 14 de agosto de 2016

Filosofia paterna ou de gênero?

     No segundo domingo do mês de agosto, no Brasil, é comum homenagear os pais. Não por uma preocupação com o quarto mandamento "honrar pai e mãe", mas,  sim, comercial, acrescentado com uma forma de gratidão àquele que se mantém como provedor da família.

     É possível perceber que a presença dos pais geralmente é menor, quando se trata de homenagem aos progenitores masculinos. Os próprios filhos-alunos não incentivam muito o convite aos pais para participarem das homenagens ou, às vezes, os próprios pais não são tão presentes. Talvez, uns por falta de tempo, outros por não quererem se expor. Algumas vezes, as mães ou avós fazem as vezes do pai, que por um motivo ou outro, é ausente naquele momento da vida do(a) filho(a).
     Assim, podemos constatar que a questão do papel de gênero até hoje é polêmica dentro das famílias, na nossa sociedade.

    Porém, os professores da EE. Oscar Antônio da Costa (e em muitas outras) que são, também, como pais para os alunos, foram homenageados, transmitindo, assim, a alegria de poder contar com a figura masculina no desenvolvimento das crianças e dos adolescentes. Estes, muitas vezes, carecem de orientação, aconselhamento, além de conteúdos curriculares. Por isso, a homenagem foi significativa com a lembrança (avental) feita pelo Programa da Escola da Família, dessa Unidade Escolar, pois o homem também sabe (e muito bem) "pôr a mão na massa" em termos de cozinha.

     Parabéns a todos aqueles que representam a figura masculina na vida de tantos jovens, em especial, os pais intelectuais que são os professores.

Professores da EE Oscar Antônio da Costa com lembrança
do dia dos pais, confeccionado pelo Programa Escola da Família.
Agosto 2016.

domingo, 3 de julho de 2016

A primeira vez com a Filosofia da natureza

     Os alunos da 1a. série B da EE. Oscar Antônio da Costa, exercitaram, pela primeira vez, como aprender com os filósofos a perguntar sobre a origem da natureza.
Alunos 1B apresentando um período
da Filosofia. Maio 2016.

     Sendo a primeira vez que os alunos da 1a. B do ensino médio apresentaram um seminário, as habilidades desenvolvidas entre os estudantes partiu da pesquisa, da investigação sobre a época em que os filósofos viveram, porque buscaram saber certas coisas que chamamos de "problema" e como tentaram dar nome as essas, criaram conceitos, enfim, o que os filósofos fizeram para saber a origem do universo.




Alunas da 1B do ensino médio da
EE Oscar Antônio da Costa. Maio 2016.
 
     Apresentando desde os pré-socráticos até o período contemporâneo, os aprendizes do pensar, mesmo que tímidos, se permitiram falar dos mestres filosóficos, tentando entender qual a importância de se conhecer a natureza, tanto a cósmica quanto a humana, e, a partir daí, o que deu origem aos outros conhecimentos chamados de "científicos".









Alunos do 1B Ensino Médio preparando
para apresentar trabalho sobre Filosofia
Medieval. Maio 2016.


     Pensar filosoficamente nem sempre é compreensível para quem vive no mundo do senso comum e, está, geralmente, acostumado a ler apenas literatura narrativa.
     O texto dissertativo exige maior reflexão do objeto que foi observado, por isso, o método filosófico, dedução, parte do geral até chegar a conclusões no particular. Demonstra como o todo faz parte em cada um.




     Desde o início da Filosofia, a natureza foi objeto de investigação. Com o surgimento do Conhecimento científico o cosmos passou a ser, na prática, matéria palpável. Assim, aquilo que não é palpável passou a ser metafísico, sem, perder a observação da realidade humana, que a cada geração faz experiências incríveis, criando soluções inovadoras.

     Parabéns aos grupos dos alunos da 1a. série B pelo desenvolvimento das habilidades oralidade, leitura e escrita entre outras, envolvidas nas competências sobre contexto e conceitos das escolas filosóficas apresentadas.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Morte, dor ou sofrimento?

     A obra Sofrimento do mundo, escrita pelo filósofo Arthur Schopenhauer, no período moderno, bem como Da morte, trouxeram para os alunos da primeira série do ensino médio, tanto da EE. Oscar Antônio da Costa, como da EE. Orestes Ferreira de Toledo várias reflexões sobre a existência humana.

Alunos da 1A da EE Oscar A. da Costa
apresentando uma das obras de
Arthur Schopenhauer. Maio 2016.

Grupo de alunos da 1C da
EE Orestes F. de Toledo.  Maio 2016.


























     Após a leitura das obras de Schopenhauer, os grupos tiveram a preocupação de buscar o contexto histórico do filósofo, percebendo quais as influências de época ocorreram para entender porque o problema que estava sendo refletido foi tão importante.

     Todo animal passa pela dor, como a dor do parto, a dor da fome, mas diferentemente, o ser humano além da dor, é o único animal que ao invés de não se prender a ela, geralmente sofre, porque fica remoendo-a, às vezes, tornando-se vítima de seu próprio medo. Por isso, a frase "a dor é inevitável, mas o sofrimento é escolha."
     
Alunos da 1A, EE Oscar A. da Costa
 apresentando a obra Da morte,
de Schopenhauer. Maio 2016.

Alunos 1C, EE Orestes F. Toledo,
apresentando o livro Da morte,
de Schopenhauer. Maio 2016.












     Numa linha filosófica pessimista, Schopenhauer também reflete a morte humana distinta da morte dos outros animais não racionais. Busca demonstrar como a sobrevivência faz com que as espécies pressentem o momento do abate. No entanto, a consciência humana antecipa o medo da morte por ela ser a única certeza que temos durante a nossa existência.

     As reflexões metafísicas sobre dor, sofrimento e morte foram significativas para todos, pois, assim demonstrou que os temas estudados em Filosofia não são coisas do passado, mas, sim, parte da experiência humana cotidiana.

     Parabéns aos alunos que lerem que souberam fazer a classe pensar no sentido da vida.






O ciúme



Alunos do 1 A da EE. Oscar A. da Costa
 em seminário. Maio 2016.
     Como desabafo do ciúme do pai que estava prestes a casar novamente, Kafka escreveu Carta ao pai, tornando uma obra filosófica interessante.
    
     O grupo dos alunos da EE. Oscar Antônio da Costa, em São Francisco-SP, depois de entenderem que metafísica é o estudo do ser, os temas "ciúme" e "raiva" apareceram como um exercício de reflexão.


     Interessante perceber que a mesma classe, quando estava na situação de aprendizagem 4, na parte de estudar metafísica e relacionar com a causalidade (material, formal, eficiente e final) e as categorias, pediu para que fizesse sobre o "medo", além do "eu mesmo", "amor" e "estudo" que vem no Caderno do aluno, volume 1, da disciplina de Filosofia, por causa de um dos colegas que tem medo de galinha. O exercício foi feito e valeu como uma habilidade reflexiva.


     O mesmo aconteceu com a Carta ao pai, de Kafka, que como todo jovem, passa por crises existenciais e busca refúgio em seu diário.
    
     A carta, na verdade, não foi entregue para seu pai no dia do casamento, mas se tornou um tema de reflexão muito significativo para tratar de sentimentos que podem atrapalhar nossa vida.


     Parabéns ao grupo que aceitou o desafio e soube apresentar a obra filosófica.







domingo, 12 de junho de 2016

Banqueteando sobre o Amor

Alunas da 1a.C da EE. Orestes Ferreira de Toledo apresentando
o livro Metafísica do amor. Maio 2016.
     No mês de maio, segundo bimestre, os alunos das primeiras série da EE. Orestes Ferreira de Toledo e da EE. Oscar Antônio da Costa apresentaram um seminário sobre temas metafísicos.
    



Alunos 1C apresentando o livro O Banquete, de Platão.
Maio 2016.
    
     O objetivo do seminário foi aprofundar quais os temas da metafísica que foram abordados pelos filósofos clássicos e modernos que têm influência até hoje nas experiências humanas.

     Um dos temas foi sobre o amor, estudado na obra O Banquete, de Platão e Metafísica do Amor, escrito por Artur Schopenhauer.

     O sentimento do amor é, sem dúvida, manifesto em músicas, pela literatura, nas artes em geral, bem como presente na reflexão filosófica ao longo dos séculos.

     O amor, desde os tempos antigos, é confundido com paixão, devido a mitologia grega apresentar Eros, deus grego, nascido de um ovo de prata, fruto da união entre a Noite e o Vento, na narrativa de Homero, ou, ainda, manifestado na mitologia de Eros e Psiquê.

    Na reflexão feita sobre o amor, em O Banquete, os alunos tentaram transmitir a ideia de amor dita por Sócrates que passa a ser aquela do sublime, da contemplação, do intocável, favorecendo, assim, o "amor-ágape", o amor fraterno.
    
     Em A Metafísica do Amor, Schopenhauer relaciona o amor-paixão com a "química" necessária para haver a atração entre os sexos, até que o sentimento verdadeiro do amor desperte o compromisso de um com o outro.
Alunas da EE Oscar Antônio da Costa em seminário sobre
o amor em Schopenhauer. Maio 2016.
      O amor classificado em amor-amizade, amor-filial, amor-conjugal, amor-espiritual, enfim, é apresentado como tema da própria Filosofia, que significa "amor à sabedoria". Sua busca é um fenômeno que perpassa toda a humanidade, saindo de um "caos" afetivo para uma harmonia interior consigo e com o outro.
     Parabéns a todos os alunos que leram e apresentaram os trabalhos para reflexão.











domingo, 5 de junho de 2016

Combate à exploração sexual infantil

     Dia 18 de maio a E.E. Oscar Antônio da Costa, no município de São Francisco, interior do estado de São Paulo, fez uma passeata pelo Dia de combate à exploração sexual infantil.


Carro com o logotipo do combate à
violência sexual no carro do Conselho Tutelar
São Francisco, maio 2016


     No Brasil, a exploração infantil ainda é muito grande. O Ministério Público tem feito campanhas para garantir o direito da criança e do adolescente e de conscientização junto aos órgãos municipais.
Por isso, o CRAS - Centro de Assistência Social- do município, o Conselho tutelar em parceria com a escola estadual promoveram uma passeata para conscientizar toda a comunidade de São Francisco.




Acompanhamento da Polícia Militar
durante passeata do combate à violência sexual infantil. S. Francisco, maio 2016.





     As entidades envolvidas para a manifestação envolveu todas as famílias, direta ou indiretamente, quanto ao Combate à violência sexual de crianças e adolescentes, alertando-as para a necessidade de denunciar no número 100, caso haja alguma suspeita sobre o assunto. Assim, todos têm o compromisso de proteger as crianças e os adolescentes ainda em formação.


Alunos da EE. Oscar A. da Costa com
 cartazes durante passeata. Maio 2016.
   Conscientização e ação devem caminhar juntas. Além da violência há muitos casos de doenças sexualmente transmissíveis e gravidez precoce envolvidos nessa questão tão séria para nossa sociedade. Por isso, é necessário denunciar, além de conscientizar.








Cartaz de conscientização ao Combate à exploração sexual infantil. Maio 2016.


     Os professores acompanharam os alunos que tiveram a presença das Agentes de Saúde do município, além de funcionários do Centro de Assistência Social (CRAS), dos conselheiros tutelares, polícia militar, tendo os olhares dos comerciantes e dos fregueses, da avenida principal, atentos ao que estava se reivindicando. 
Alunos da EE. Antônio da Costa e carro do Conselho Tutelar de São Francisco em passeata. Maio 2016
     Não se cale, não faça "vista grossa" e nem de surdo. Se ver ou ouvir algo sobre exploração infantil denuncie para o número 100! Cidadania se faz com ação consciente.

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