Para filosofar

"... a filosofia aspira à verdade total, que o mundo não quer. [...]. A filosofia busca a verdade nas múltiplas significações do ser verdadeiro segundo os modos do abrangente. Busca, mas não possui o significado e substância da verdade única." (Karl Jaspers)

segunda-feira, 1 de maio de 2017

As escolas filosóficas do período moderno

Cartaz sobre Racionalismo da
EE Orestes Ferreira de Toledo. Março 2017.
     Após um ano de estudo sobre as investigações filosóficas no ano anterior do ensino médio, os jovens estudantes, agora na segunda série, um pouco mais maduros, iniciam as aulas do primeiro bimestre discutindo o Eu Racional, tendo como lema o "Penso, logo existo" de Descartes.
    Para isso, contextualizaram como o período moderno revolucionou a cultura ocidental e qual foi a investigação feita pelos pensadores.

Alunos 2A da EE Oscar A. da Costa
apresentando o Racionalismo. Março 2017
   Com o resgaste das preocupações clássicas no período moderno, os estudos sobre as escolas filosóficas são importantes para entender como o processo conceitual foi se dando ao longo da discussão do homem e do ato de conhecer. Assim, outros grupos apresentaram as escolas que se contrapuseram ao Racionalismo ou a intensificaram como o Empirismo, o Liberalismo, o Criticismo, o Idealismo, o Positivismo, bem como o Socialismo.
Grupo da 2A EE Oscar A. da Costa
apresentando uma escola filosófica.
Março 2017

Alunos da 2A EE Oscar A.da Costa
expondo sobre o Criticismo. Março 2017.

Dupla 2A apresentando o Idealismo,
na EE Oscar A. da Costa. Março 2017

O Iluminismo que foi apresentando pela
aluna Patrícia, 2A, EE Oscar A. da Costa
Março 2017.


                                             
                                                 Alunos da 2A expondo sobre o Liberalismo
                                                   na EE Oscar A. da Costa. Março 2017.
     Após exposições feitas, a sequência das situações de aprendizagem passaram a ter sentido e significado no processo ensino e aprendizagem, pois ficou entendido que todo conhecimento desenvolvido no período moderno e contemporâneo já havia sido iniciado no período clássico e que este ano, a segunda série vai percorrer quais os conceitos presentes em nossa vida cidadã que decorreram dos pensadores estudados.


     As turmas comprometidas estão de parabéns pelas habilidades escritora e oradora que tiveram que apresentar diante dos colegas atentos. Continuem assim, comprometidos com o aprendizado para serem os novos pensadores contemporâneos

Conhecendo a História da Filosofia

    O primeiro bimestre é sempre um desafio para quem entra no Ensino Médio. Disciplinas são desmembradas como as Ciências (no Ensino Fundamental) que se divide em Biologia, Física e Química; História e Geografia passam a ter mais duas companheiras específicas com a Filosofia e a Sociologia.
    Muitas vezes, o que não se entendia no ensino fundamental passa a ser compreendido no Ensino médio, porque a explicação é mais detalhada, como é o caso em Filosofia. As perguntas: "Por que existe tantas Ciências?" ou "Quem começou a estudar a natureza?" ou "Como surgiu o Conhecimento?" e por aí vai... à medida que a Filosofia vai se revelando para o jovem adolescente  passa a ter contato com alguns famosos, clássicos, da nossa cultura intelectual.
Alunos 1ªA EE Oscar A. da Costa
apresentando os pré-socráticos.
Março 2017

Alunos 1ªA da EE. Oscar A. da Costa
expondo sobre o Racionalismo.
Março 2017.











  Aos poucos os alunos da primeira série do Ensino Médio, passam a ter noção dos nossos antepassados que foram mestres em investigar as coisas, em buscar conhecer o porquê, a origem da natureza até chegar ao período contemporâneo, e entender que as tecnologias desenvolvidas são consequências de muito estudo.
Alunos da 1A da EE Oscar A. da Costa
apresentando uma escola da Filosofia.
Março 2017
 
Dupla de alunos da 1A da EE. Oscar A. da Costa
expondo sobre um dos pensadores.
Março 2017
     O desafio da Situação de aprendizagem 3 do volume 1 em Filosofia foi cada grupo identificar qual era os principais problemas da época que estavam sendo investigados e quais conceitos surgiram a partir daí. Na conclusão do trabalho, o grupo também tinha que dizer o que tudo isso tem a ver com nossa realidade atual?
    Como Filosofia não é passado, mas pensar nos problemas de época, cada escola filosófica trouxe uma inovação importante para nossa cultura ocidental. Por isso, conhecer a história da Filosofia foi a novidade para aqueles que estão iniciando a última etapa da educação básica.
Alunas da 1ºB da EE Orestes F. de Toledo
apresentando o início da Filosofia
Março 2017

Grupo de alunos da 1C da EE Orestes F. de Toledo
apresentando o cartaz sobre um período da Filosofia.
Março 2017











    
     Além da pesquisa feita pelos grupos de alunos, também foi desenvolvida a habilidade da oralidade
em que o jovem adolescente teve que saber se expressar diante da classe e dominar o conteúdo estudado. Assim, todos os envolvidos puderam participar e contribuir com o aprendizado em sala de aula. Parabéns a todos!

domingo, 26 de março de 2017

Elementos da natureza e os pré-socráticos

  
Maquete representando a tese de
Anaxímenes na EE Oscar A. da Costa
Março 2017.

     Neste primeiro bimestre, como de costume, no mês de março, os estudantes da terceira série do Ensino médio procuram entender como surgiu a Filosofia na Grécia Antiga, e o desafio, é representar a tese de cada pré-socrático em uma maquete demonstrando a evolução científica nos dias atuais.
     Os elementos primordiais (chamados de arché) foram objetos de estudo dos primeiros filósofos e, por isso, chamados de filósofos da natureza.



Maquete representando os átomos feita
pelos alunos 3A EE Oscar A. da Costa.
Março 2017.
     Graças as observações feitas, naquela época, a olho nu, o mundo foi sendo desvendado por conta da investigação. Enquanto as religiões tentavam transmitir a criação do mundo por meio de uma linguagem mítica, ou seja, simbólica, os primeiros filósofos buscavam dar uma resposta racional para os problemas que os inquietavam. Daí, surgiram as escolas: jônica, pitagórica, pluralista, atomista, como vemos na representação ao lado. 
Maquete representando a teoria de
Heráclito que afirmou ser o fogo o arché.
Março 2017

     A natureza (physis) sempre foi um mistério. Mas, de Tales de Mileto a Filolau de Crotona, Heráclito defende o devir, afirmando que "tudo é movimento, tudo se transforma, tudo flui..."
Até hoje a natureza está em mutação, mas seus elementos permanecem os mesmos. Só que naquela época não se sabia explicar com precisão os porquês.


Grupo de alunos da 3A da EE Oscar
Antônio da Costa representando os átomos
Março 2017
 
  
   Os alunos das terceiras séries sabendo da evolução científica procuraram mostrar a tese do pré-socrático e relacionar com as novas teorias, demonstrando, assim, seus conhecimentos adquiridos em Física, Química ou Matemática presente no currículo do ensino médio








    

Alunos 3A EE Oscar demonstrando tese
de Pitágoras. Março 2017.
Alguns pré-socráticos enxergavam apenas um único elemento, mas houve alguns que perceberam que havia mais de um, como o caso dos filósofos pluralistas, como Empédocles, que afirmou a vida da natureza ter quatro raízes como: a água, o ar, a terra e o fogo.
Alunos da 3A apresentando quatro elementos










     Tales, Anaximandro, Anaxímenes, Anaxágoras, Parmênides, Heráclito, Demócrito, Pitágoras, Filolau, Empédocles foram muito importantes para o estudo cosmológico do que chamamos hoje de Física. Mesmo com o preconceito de época, seu início foi árduo e radical para que hoje tenhamos estudiosos que contribuem com a busca da compreensão do mundo em que vivemos. Preservemos a vida, pois dependemos dela para tudo.


Apresentação sobre o arché AR, em
Anaxímenes. EE Oscar, Março 2017

Explicação sobre a rotação da Terra no
tempo de Pitágoras e hoje. Março 2017



domingo, 22 de janeiro de 2017

Carta cidadã e a participação política

     Em outubro de 2016 houve, nos municípios do Brasil, eleições para escolher o representante do Poder Executivo e os representantes do povo para o Poder Legislativo (vereadores), característica do regime democrático num Estado republicano.




     Embora haja muita desinformação, ainda, entre os brasileiros, da real função de cada Poder, muitos cidadãos votaram pela primeira vez entre os jovens de dezesseis a dezoito anos. Como o curso do Ensino Médio tem a finalidade de preparar os estudantes para sua plena cidadania todo fim de ano letivo, no quarto bimestre, os estudantes são, em Filosofia, incentivados a fazer a aula "Participação cidadã" acontecer.



Comissão de alunos da 1A EE Orestes Ferreira
de Toledo em frente ao prédio da Prefeitura
 de Palmeira d`Oeste-SP, Dez 2016
     Em novembro, após uma pesquisa entre os familiares e os moradores de seus bairros, cada aluno traz para a sala de aula as reais necessidades da comunidade que sejam interessantes levar ao conhecimento do prefeito, para que este tome uma atitude diante dos problemas apresentados.













      Depois de serem elencadas as situações em sala de aula, os alunos da primeira série da Unidade escolar EE Orestes Ferreira de Toledo, escreveram a carta cidadã para ser entregue ao prefeito, que deverá repassar para o futuro candidato que administrará, tomando ciência, assim, que  todo problema citado foi uma reivindicação da população de Palmeira d´Oeste-SP.






Comissão de alunos 1A com as cartas cidadãs
acompanhados pela Profa. Terezinha na Prefeitura
Municipal de Palmeira d´Oeste, dez 2016.
    
A comissão de alunos organizada pela 1a. série A foi até a Prefeitura Municipal acompanhada da professora de Filosofia, Terezinha, para entregar as cartas. Muito bem recebidos pela sua secretária e pelo prefeito em fim de gestão, o Sr. Luciano Angela Esparapani, além de seu vice, conhecido como "Dodô", prontamente responderam as questões colocadas nas mesmas. Algumas reivindicações já estão sendo encaminhadas, mas outras questões, foi explicado, depende de verbas e prioridades votadas pelo Poder Legislativo, na Câmara municipal.







Após entrega e leitura das cartas cidadãs, o prefeito parabenizou os estudantes, demonstrando seu papel no Executivo perante a comunidade de Palmeira d´Oeste e a importância da participação cidadã ali exercida que começou também na mesma Unidade escolar.











Prefeito Sr. Luciano Esparapani lendo as
cartas cidadã em seu gabinete junto com
os alunos que o observa. Dez 2016
     Com a consciência cidadã desenvolvida pelas situações de aprendizagem em Filosofia, também enriquecidas pela Sociologia, História e demais disciplinas o compromisso com o aprendizagem vai além da sala de aula.




    Fica aqui, neste novo ano que se inicia, nossos agradecimentos ao Sr. Luciano Esparapani e seu vice Dodô pelo tempo em receber a comissão de alunos da EE Orestes Ferreira de Toledo. Que a cidadania seja exercida por cada um de nós.
 
Comissão de alunos 1A da EE Orestes junto
com o prefeito Luciano e seu vice "Dodô"
Dez 2016




quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

O racismo, um drama filosófico (II)

     Racismo no Brasil
    
     Na tese de doutorado de Jair Batista Silva, Racismo e sindicalismo no Brasil: reconhecimento, redistribuição e ação politica das centrais acerca do racismo no Brasil (2002), diferentemente dos Estados Unidos e países anglo saxônicos, o racismo no Brasil é sutil, camuflado.
     Na América do Norte "uma gota de sangue negro era mais que suficiente para macular a suposta pureza racial dos brancos", havia uma segregação social, e ainda, há. A mancha mongólica, como é conhecida, que aparece na região inferior da coluna é o diagnóstico científico de toda criança com cruzamento de gens de etnias ou negra ou asiática ou indígena, e que só some (em alguns casos) após os dois ou três anos de idade. Por isso, ao nascer, a equipe médica já classifica a origem do bebê.
     No Brasil, a eficácia do racismo nutrira-se de uma "democracia racial", tornando a tensão racial inexistente sempre das formas mais maleáveis, mais flexíveis para atingir suas vítimas. Contudo, observando a sociedade brasileira percebemos ainda o quanto o racismo está presente, como os exemplos citados na introdução (na primeira parte deste texto).
     Indicadores da desigualdade racial do IBGE de 2013 revela que 11,8% da população parda ou preta (negra) é analfabeta comparando com a branca que é de 5,3%; serviços domésticos são 10,2% contrapondo 5,3% de não negros, sendo que a proporção de rendimento hora dos ocupados negros é de 6,83% para 10,69% para não negros, sendo os maiores desempregados, a comunidade afro-brasileira, como é o caso de Salvador com 18% de negros contra 13% não negros (DIEESE/SEADE. A inserção dos negros nos mercados de trabalho metropolitanos, 2013).
     Devido a população afrodescendente ter uma sequela histórica pós-abolição da escravatura aqui no Brasil, Jair B. Silva propõe amplas políticas públicas para o Estado assegurar o direito do negro ser reconhecido socialmente.
Cartaz da diversidade étnica no Brasil.
EE. João R. Fernandes. Nov. 2016

     Leis e medidas

     No Brasil, a cultura afro-brasileira tem sido reconhecida e valorizada pela Constituição Federal desde 1988, sendo estabelecido pelo Artigo 5º, incisos LXII e LXIII, crime toda discriminação. O resgate da cultura afro-brasileira tem, também, o artigo 68 do Ato das Disposições constitucionais transitórias e os artigos 215 e 216 da mesma Constituição, sendo a prescrição dos direitos e deveres do Estado brasileiro com o Decreto nº 4.887/03, que vem confirmar tal artigo, regulamentando seus princípios e os procedimentos administrativos e as etapas que o efetivam como direito positivo sob a gestão do Estado.
     Pela Lei Nº 10.639/03 estabeleceu-se a valorização do patrimônio histórico-cultural dos afro-brasileiros, principalmente, pela educação escolar, buscando superar os preconceitos nos livros didáticos. O mesmo ficou foi prescrito pela Lei Nº 11.645/08 em relação as culturas indígenas no Brasil.

     Quilombos no Brasil, resistência cultural
    
     Embora haja polêmicas quanto a homologação das terras de quilombos até hoje no Congresso e no Supremo Tribunal Federal, houve seis avanços após a aprovação do Decreto acima citado, a saber: 1) o reconhecimento da diversidade populacional brasileira; 2) a valorização de saberes tradicionais; 3) a proteção da dimensão cultural da territorialidade; 4) a visibilidade de diferentes dimensões históricas; 5) a consolidação de um marco legal; e 6) as contribuições ao exercício dos direitos sociais e da cidadania. Portanto, "o quilombo é patrimônio cultural" como afirmação de Ilka Leite (2005); "é constituído por diversas referências e práticas culturais que os quilombolas consideram como sendo de suas comunidades."
     Exemplos de tradições e celebrações quilombolas: Festival de Beiju (ES), o Baile dos Congos (conhecido como Ticumbi - ES), Quicumbi (RGS), comunidade dos Arturos (MG), Irmandade do Rosário e o Terreiro Portão do Gelo (PE), confecção da boneca Abayomi (símbolo de resistência, tradição e poder feminino).

Modelos de bonecas Abayomi, que eram
feitas pelas mães africanas para suas crianças.
EE João R. Fernandes, nov 2016.
     Considerações

     O Brasil sendo o segundo país do mundo em etnia negra, afrodescendente (seja conhecido como mulato(a), moreno(a), pardo(a), cafuso(a), cabloco(a), preto(a), precisa ainda combater o racismo, o etnocentrismo, o preconceito com a cor do outro, pois todos somos iguais perante a lei e abaixo do Criador. Somo todos seres humanos, o que não justifica a onda de violência e discriminação em nosso país. Como dizia Martin Luther King: "o que incomoda não e a violência de poucos, mas o silêncio de muitos." Por isso, vamos pensar em ações que afirmem nossa humanidade, começando com o respeito às diferenças.

O racismo, um drama filosófico (I)

     Esta comunicação foi apresentada no Café filosófico na EE. João Rodrigues Fernandes, no município de Auriflama-SP, em 17 de novembro, coordenado pelo Prof. Ricardo Pires da Costa com o projeto cujo tema foi "# Qual a cor do seu preconceito?" para alunos da terceira série do ensino médio, durante o evento sobre a consciência étnico-racial, que, agora, compartilho com todos.
Café filosófico na EE João Rodrigues Fernandes
em Auriflama-SP, 17/11/2016 com os profs.
Alexandre, Ricardo, Terezinha e convidado.


     Introdução
     Há algum tempo temos ouvido notícias que jogadores foram ofendidos durante partida de futebol por torcedores do time adversário; jovens adolescentes de periferia eram mal vistos por fazerem um "rolezinho" num shopping; jornalista de uma determinada emissora foi insultada por causa de sua cor, como aconteceu com a filha adotiva dos atores Bruno Gagliasso e Giovana Ewbank, bem como uma discussão na praia do Recreio, no Rio de Janeiro com uma turista, num país como o nosso que se dizia não ter racismo.
     Mas, o que é racismo? De onde surgiu tal preconceito?
     Racismo gera etnocentrismo que causa o xenofobismo, que por sua vez cria violência provocando um drama na convivência social.
     A origem do racismo é incerta, mas na cultura ocidental, enquanto na Grécia defendia a cidadania só entre os proprietários nascidos em Atenas, os escravos e os estrangeiros eram considerados inferiores. Na Idade Média, não havia tanto uma relação racista, mas sim, xenofóbica. Com as conquistas territoriais dos portugueses na África, no século XV e, nas Américas, no século XVI, alguns ideologistas, principalmente no Renascimento, começaram a tentar explicar o porquê do domínio europeu sobre outros povos. Na Península Ibérica, Portugal não via os índios como pessoas, questionavam até, se tinham alma; porém, eram brandos em seus costumes, chegando a casarem com as índias no intuito de embranquecer o povo brasileiro. No entanto, se compararmos com os espanhóis, historicamente, o tratamento com os nativos pressupõe o surgimento às primeiras concepções racistas ou raízes da xenofobia.
     Alguns autores como: Joseph Artur de Gobineau, Herbert Spencer, Francis Galton, Adolfo Hitler defenderam a não mistura de raça ou o extermínio dos "menos fortes", sem falar de Aristóteles que em sua obra A Política, considerava o escravo como um ser não-livre, sem razão.
    
     Conceito de raça e etnia
     Segundo Otávio Ianni, a racialização do mundo emerge e desenvolve 'no jogo das forças sociais, compreendendo implicações econômicas, políticas e culturais' (IANNI, 1996), tanto nas guerras mundiais, como na guerra fria, causando intolerâncias, preconceitos, etnicismos ou os racismos.
     Após a UNESCO reunir cientistas e pensadores de vários países surgiram declarações das décadas de 1950 e 1960 sintetizando a preocupação com as tensões raciais (etnocêntrica, xenofóbica) em escala local, regional, nacional e internacional.
     Lévi-Strauss criticou o determinismo biológico e combateu a ideia de raça como falsa, pois "raça" é um termo da Biologia que significa "grupos de indivíduos distintos no interior de uma espécie". Hoje, com o desenvolvimento da Genética sabe-se que 85% da população mundial compartilham da mesma diversidade genética. (Conf. BARBUJANI, 2007). "Raça" é construída socialmente no jogo das relações sociais. O que existe entre os grupos são "Etnias", que é o conceito científico habitualmente utilizado para distinguir os indivíduos ou as coletividades por suas características fenotípicas." (IANNI, 1996).
     Portanto, "raça é uma categoria de pessoas cujas marcas físicas consideradas socialmente são significativas. Um grupo étnico é composto de pessoas cujas marcas culturais percebidas são consideradas significativas socialmente"... (língua, costumes, religião, ancestralidade). (BRYM, R; LIE, J. 2008).
    Michel Foucault trata o assunto com relação ao biopoder. (Essa parte foi desenvolvida pelo Prof. Alexandre, da EE. Dom Arthur, de Jales).

     Sobre o racismo no Brasil ...

Redação sobre o esporte, a educação e a inclusão

     Neste ano de 2016, entre tantos eventos ocorridos no Brasil, as Olimpíadas (em agosto) e as Paralimpíadas (em setembro), na cidade do Rio de Janeiro, foram um sucesso. Quanta demonstração de superação de nossos atletas! Todos estão de parabéns pelas medalhas recebidas e empenho demonstrado, mesmo que não tenha recebido o medalhão. Cada esporte foi um show a parte. Sem falar que tanto a abertura quanto o encerramento deixou o mundo maravilhado, o que permitiu "plantar" a ideia de que esporte e meio ambiente podem andar juntos.

     Antecedendo o evento, o Senado brasileiro havia aberto um concurso de redação, que acontece todos os anos para os alunos das escolas públicas do país. A aluna Gabriela Taynara Andrade da Silva, da terceira série A, da Escola Estadual Orestes Ferreira de Toledo, situado em Palmeira dp Oeste-SP, dentre tantos alunos do ensino médio, foi selecionada para enviar seu texto para a Secretaria de Educação do estado de São Paulo e concorrer com tantos outros alunos em Brasília. Embora não tenha sido completada entre os vinte e sete alunos brasileiros fica aqui registrado sua produção, demonstrando seu esforço na competência leitora e habilidade escritora desenvolvidas ao longo do seu curso do ensino médio, que foi bem acompanhada pela professora de português Isabel Cristina, da mesma unidade escolar.

     " Esporte: superação e vitória


     A teoria da interação mente-corpo proposta pelo filósofo René Descartes mostra que ambos interagem em um único ponto localizado no cérebro. De acordo com esse pensamento o esporte aprimora tanto o físico quanto o intelecto, sendo um meio de transformação e superação na vida de muitas pessoas.
     Há quem diz [diga] que a origem dos esportes data desde a era dos povos primitivos, pois para sobreviverem precisavam correr, pular, saltar, nadar entre outras atividades. No decorrer da história as civilizações buscaram[,] no esporte[,] uma forma de manter o corpo e a mente saudáveis, entretenimento, além de formação ética através da consciência de direitos e deveres com disciplina e determinação.
     [...] o esporte é uma importante arma social que contribui para o equilíbrio emocional desenvolvendo a autoestima e autoconfiança. Ademais, visa aproximar os povos eliminando as barreiras geográficas e étnicas numa confraternização mundial como acontece a cada quatro anos com a realização das Olimpíadas.
     Vale ainda lembrar que atividades esportivas são fortes aliadas na inclusão social, que encaminha para os princípios da honestidade, do respeito, livrando crianças e jovens dos vícios, criminalidade e pobreza. desse modo, a prática esportiva elimina todas as barreiras e supera expectativas, sendo um poderoso instrumento de educação para a cidadania.
      Portanto é necessário investir na evolução do desporto nas escolas, nos bairros e em todos os lugares. É imprescindível assim, aliar os esportes à rotina e permitir que crianças, jovens, adultos e idosos se sintam participantes da sociedade e desenvolvam habilidades fundamentais para o desenvolvimento físico, psicológico e educacional através de projetos, campanhas que visem o reconhecimento do esporte como canal de socialização positiva e inclusão social.

Parabéns, Gabriela pela iniciativa em participar. É escrevendo que vai aprendendo a aprimorar suas ideias. Sucesso em sua vida.

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