Para filosofar

"No governo republicano, a virtude é fundamental, uma vez que ela elimina a corrupção [...]. É fundamental que as autoridades sejam escolhidas por suas capacidades e pela vontade de cuidar do Estado, para que o Estado assuma responsabilidades por meio de políticas capazes de cuidar das pessoas." (Caderno do aluno, Filosofia, vol 2, 1a. série, p.16)

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Café filosófico na EE João Rodrigues Fernandes





No dia 17 de novembro do corrente ano,o prof. Ricardo da Costa Pires, da EE. João Rodrigues Fernandes, e professores da Unidade escolar, realizou com os alunos da terceira série do ensino médio um Café filosófico, tendo como tema do projeto "Qual a cor do seu preconceito?"








Professores: Alexandre, Ricardo,
Terezinha e Sandra em Café filosófico
na EE João Rodrigues Fernandes. Nov 2016

     Para o evento o professor responsável, Ricardo Pires, convidou os professores de Filosofia Alexandre, da EE. Dom Arthur e da EE Juvenal (Jales), e, Maria Terezinha, da EE Orestes Ferreira de Toledo (em Palmeira D´Oeste) e EE. Oscar Antônio da Costa (em São Francisco), e a professora coordenadora pedagógica da Diretoria de Ensino de Jales-SP, Sandra Regina, que refletiram sobre o racismo não só para os alunos da Unidade escolar EE João Rodrigues Fernandes, mas também, para as terceiras séries da EE. Maria Pereira B. de Benetoli, situadas no município de Auriflama, noroeste paulista.




Café filosófico na EE João Rodrigues Fernandes
Novembro 2016
    
    Após boas vindas e apresentações de todos os presentes, o professor Ricardo iniciou sua fala com dados estatísticos da realidade brasileira quanto a descendência afro em nosso país, como taxa de desemprego, taxa de analfabetismo, de mortes entre os jovens, da população considerada negra no Brasil em geral.





     Logo depois a palavra passou para a professora de Filosofia Maria Terezinha Corrêa que discursou sobre "O racismo, um drama filosófico", citando exemplos de como o racismo está presente no cotidiano. Para a reflexão trouxe autores como Otávio Ianni, Jair Batista e outros, considerando o quanto a resistência e ações afirmativas são reconhecidas e baseadas, após conquistas, por leis que defendem os direitos da população minoritária em nosso Brasil.

    O professor Alexandre fundamentou sua fala em Michel Foucault salientando a questão do biopoder que legitima a hegemonia do Estado sobre os grupos sociais discriminados ao longo de séculos de História da humanidade.

Prof. Terezinha recebendo o certificado
de participação no Café filosófico.
Novembro 2016








Entrega de certificado para o Prof. Alexandre
Novembro de 2016



Alunos da EE João Rodrigues Fernandes
no Café Filosófico em confraternização.
Novembro 2016.
 




















   Depois da exposição houve o momento de confraternização, entrega de certificado e apresentações étnicas nas salas e no pátio, como o Navio negreiro.
   O projeto "Qual a cor do seu preconceito" demonstra que é importante abrir espaço para a conscientização de toda a escola de um modo não folclórico, mas reflexivo criando ações afirmativas na comunidade.








     Neste sentido, a professora Terezinha, também citou livros sobre os quilombos e outros de Antropologia, como O povo brasileiro, de Darci Ribeiro, além de doar à biblioteca da escola uma publicação sobre os ribeirinhos do Amazonas, intitulado "Princesa do Madeira. Os festejos entre populações ribeirinhas de Humaitá-AM", contribuindo, assim, para o enriquecimento pluriétnico de nossa história brasileira.
     Registro aqui meus agradecimento pelo convite em participar de tão nobre ação junto aos estudantes da EE João Rodrigues Fernandes que estiveram de modo exemplar atentos. Parabenizo a toda equipe gestora, professores e funcionários pela recepção.
Doação do livro Princesa do Madeira
para a EE Joao Rodrigues Fernandes
Auriflama-SP. Novembro 2016

Mural étnico racial na EE João Rodrigues
Fernandes em Auriflama-SP. Nov 2016


Porta de entrada para exposição
étnico-racial na EE João Rodrigues
Fernandes, em Auriflama-SP
Novembro 2016


Exposição de boneca africana Abayomi
EE João Rodrigues Fernandes, em Auriflama


Apresentação do Navio negreiro pelos
alunos da EE João Rodrigues Fernandes
Novembro 2016.





terça-feira, 15 de novembro de 2016

Repensando "O drama da república brasileira"

     Já faz alguns anos que tenho me preocupado com a falta de entendimento do povo sobre o que é república. Aqui no interior do estado mais populoso do Brasil, São Paulo, tem "senhorzinho" que diz não entender disso (mesmo sendo funcionário em uma escola pública). E hoje, sendo feriado da Proclamação da República, que aconteceu em 15 de novembro de 1889, voltei a reler um artigo que havia escrito em novembro de 2003, após um ano de minha dissertação de mestrado pela Universidade de São Paulo, em Antropologia - O drama da república brasileira - publicada em um periódico Revés do avesso. Resolvi publicar um trecho aqui para refletir sobre nossa atual conjuntura que tem sido sofrido para nós, brasileiros, conscientes de nossa democracia.
     "[...] Toda história tem sua dramaticidade, um ritual com conteúdo específico. Geralmente, os rituais contém mitos, e foi analisando os mitos que o estruturalismo percebeu 'códigos' que dão significado ao comportamento humano. Esses códigos dão sentido ao presente e ao futuro de um grupo social, relacionando a estrutura como algo universal.
     No Brasil, as festividades, tanto religiosas [...] quanto cívicas (dia da Independência, dia da República, etc) podem ser consideradas códigos que nos permitem entender o 'ethos' de um povo. Desde os tempos monárquicos, as festas proporcionam uma sociabilidade para formar alianças (emq eu a troca é fundamental de um grupo para outro) ou para tomar distância de identidades; de vínculos afetivos ou, também, momento de rememoração, em que 'o passado se irrompe no presente' (cf. BENJAMIN, 1985).
     As festividades são cheias de ambiguidades e metáforas: ora ela são suportes para a criatividade de uma comunidade, ora elas afirmam a perenidade das instituições de poder. (cf. DEL PRIORE, 1994). Por isso, no Brasil, mesmo tendo mudado a forma e o sistema de governo de Império para República, algumas comemorações cívicas monárquicas são mantidas. As festas oficiais relembram o passado para fortalecer a ordem social presente, contribuindo para consagrar, sancionar o regime em vigor, fortificando hierarquias, valores, normas e tabus religiosos, políticos e morais correntes (cf BAKHTIN, 1987). A ênfase heroica é demonstrada pelo 'progresso' que a 'civilização' veio trazer por meio do Estado.
     [...]
     Numa palestra para oficiais do Batalhão de Infantaria e Selva, no interior do estado do Amazonas, em junho de 2001, sobre cultura amazonense, um capitão perguntou-me se aquele povo [amazonense] era capaz de lutar por nossa terra, a nossa pátria. Diante da pergunta republicana, pensei em algumas estratégias antropológicas como resposta. A primeira indicação que lhe foi passada é que a luta pela terra, a princípio, é a da família. Essa é sagrada para a população. Lembremos de Canudos, da Cabanagem... A segunda indicação é que Humaitá, a 'Princesa do Madeira' [cidade onde estava sendo a palestra] surgiu num contexto monárquico em que havia guerras, tanto com o Paraguai como com os indígenas Parintintin, habitantes daquela região.
     A monarquia até hoje impera no imaginário coletivo do brasileiro quando utiliza os termos 'rainha dos baixinhos', 'rei Pelé', 'o rei Roberto Carlos', 'Jesus é nosso Rei' etc. Em tempo, outra indicação dada: o povo brasileiro não foi preparado pra a República. Esta nos foi imposta, segundo nos dizem os próprios livros de História. Eu aprendi o que é pátria, o que é cidadania na escola. E ainda devemos lembrar que as sociedades indígenas, que sempre habitaram nesse território, são nações sem Estado, embora desde fins de 1889 denomina-se República [...], ou seja, um Estado.
      A preocupação com as fronteiras no sentido político-geográficas brasileiras não são de hoje. O governo brasileiro sempre procurou tomar providências com relação a elas, mas a preocupação com a 'situação de fronteira' dita por MARTINS (1997) parece ser nula. Ele afirma que 'situação de fronteira' é 'um lugar do encontro e do desencontro entre grupos, etnias e classes sociais...', e também 'lugar de alteridade, do confronto (...) de destinos, de historicidades desencontradas...'. Por isso,  o lugar das festividades - que geralmente coincide com um marco da 'civilização', do 'progresso' como o lugar da fundação de um município, mas para um outro, o local era utilizado por seus antepassados para a pesca e a caça, conforme registros de várias terras indígenas ou quilombos. [...]
     [...]
    Embora nos tempos de revoltas, no Império, como a Cabanagem, cujo objetivo dos chamados 'caboclos' era de libertação das elites regionais, hoje ainda há a busca pela coisa pública, o estado de direito dos cidadãos brasileiros. A leseira (vista como indolência) passou a ser um estilo de resistência diante daqueles que pensam em dominar sua cultura, afirma SOUZA (19940).
    [...]
    Os detalhes da história são possibilidades que passam a serem vistos como verdadeiras fendas. Fendas essas que segundo BENJAMIN são importantes para revelar 'a história do que foi esquecido', que como em outros grupos liminares estudados, como os boias-frias, por DAWSEY, sintetiza 'o significado da história se encontra não numa estrutura maior, mas em 'certos eventos individuais, marginalizados e aparentemente insignificantes'... os elementos determinantes da condição humana se encontravam 'soterrados em cada momento do presente em forma de pensamentos e criações mais ameaçadas, odiadas e ridicularizadas'. Resta-nos preservar e cantar, não só no ritmo do hino da República, mas também a da escola de samba da Portela: 'Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós...'".(Artigo extraído da Revista Revés ao avesso, ano 12, nº 11 e 12, nov-dez/2003, pp 60-65).
     Que a República Federativa do Brasil se fortaleza na democracia, sendo necessário para isso uma educação que produza a verdadeira consciência cidadã, em que toda a população de fato participe nas decisões de interesse do país e, não apenas a um grupo de eleitos ou de suplentes supostamente eleitos. Que os Poderes sejam realmente representantes do povo, lembrando que a maioria é, ainda, analfabeta e desconhece de seus direitos. Mas, para isso, devemos ser justos ao proclamar que a soberania é de todos e não somente de alguns que entram no poder e a tomam para si. Fiquemos atentos as PECs a serem votadas e cobremos as conquistas feitas que, ainda não foram cumpridas.
    

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Filósofos-vivos no XVII Encontro Nacional da ANPOF em Aracaju

Catálogo da programa do XVII
Encontro Nacional de Pós-graduação
de Filosofia - Outubro 2016

     A cidade de Aracaju, capital do estado de Sergipe, nos dias 17 a 21 de outubro do corrente ano, sediou o XVII Encontro Nacional da ANPOF (Associação Nacional Pós-graduação de Filosofia) e o III ANPOF Ensino médio (para professores de lecionam Filosofia no ensino médio), na Universidade Federal de Sergipe (UFS), tendo como objetivo apresentação de trabalhos contemporâneos pelos diversos pensadores brasileiros.
Apresentação de dança renascentista
na abertura do XVII  Encontro Nacional
da ANPOF na UFS. Outubro 2016.

            
Mesa com autoridades na abertura
do XVII Encontro Nacional da ANPOF.
UFS, Aracaju-SE, Outubro 2016
























     Durante a semana da ANPOF houve vários estudos sobre temáticas filosóficas desde os clássicos até as questões contemporâneas, apresentadas em conferências, mesas redondas, GTs (Grupos de trabalhos), minicursos, sessão temática coordenadas por diversos pensadores brasileiros como os professores doutores: Renato Janine, Marilena Chauí (ambos da USP), Paula Ramos (UFSCar), Edgar Lyra (PUC-Rio), Junot (UFPE) entre outros, tendo mais de dois mil participantes inscritos.

Conferência com o filósofo Renato Janine (USP)
na UFS, XVII Encontro Nacional da ANPOF
Outubro 2016.


Filósofos brasileiros participantes do XVII
Encontro Nacional da ANPOF, na UFS.
 Outubro 2016.

Filósofa Marilena Chauí (USP) com a
professora Terezinha, durante o XVII
Encontro Nacional da ANPOF. Out 2016.


Filósofos em minicurso durante o XVII
Encontro Nacional da ANPOF. Out 2016.







   
Filósofo Junot Matos (UFPE) em minicurso
Do Ensino à ensinagem para III Encontro da
ANPOF Ensino médio. Out 2016.
     Além dos trabalhos apresentados e discussão sobre temáticas reflexivas da experiência humana ao longo do Encontro Nacional da ANPOF houve, também, eventos culturais tais como: lançamentos de livros filosóficos e apresentação de grupo folclóricos.
Coquetel e lançamento de livros filosóficos
no Museu sergipano, Aracaju-SE, 2016

Filósofo Marcelo Primo UFS e seu livro
sobre Ateísmo. Outubro 2016.


Filósofo Jerry Adriano e seu
livro Filosofia no ensino médio.
Outubro 2016.


Filósofa Reilta (RGN) e seu livro sobre
Filosofia para crianças com Profa. de Filosofia
Terezinha e seu livro. UFS, Outubro 2016

     O III Encontro da ANPOF Ensino médio foi mediado por filósofos da UFRGS, PUC-Rio, UFPR dentre outros, cujo objetivo foi refletir sobre o ensino de Filosofia nas várias escolas públicas. Houve apresentação de trabalhos, troca de experiências sobre recursos didáticos e momentos de confraternização,  o que enriqueceu tanto intelectual quanto profissional cada um dos participantes.
Mesa coordenadora do III Encontro Nacional
 da ANPOF Ensino médio. Outubro 2016

Professores José (RGN) e Marta (USP)
junto com Profa. Terezinha, UFS, Out. 2016

Professores de Filosofia na UFS, durante
III Encontro Nacional da ANPOF EM.
Outubro 2016.






















     Apesar da discussão nacional da disciplina de Filosofia no currículo do ensino médio, os filósofos estão mais vivos do que nunca, ocupando as cadeiras acadêmicas e as vagas nas escolas públicas e privadas do nosso Brasil, contribuindo, assim, para a formação ética e cidadã dos jovens brasileiros.
     Para quem quer conhecer a Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia entre no site da entidade http://www.anpof.org.br.




























domingo, 16 de outubro de 2016

Filosofia em ação em campanha Minha escola, nossa gente


     No terceiro bimestre deste ano de 2016, a novidade da prática pedagógica no projeto Filosofia em ação foi a produção de um folder para a campanha de preservação da Unidade escolar, no caso, EE. Orestes Ferreira de Toledo.


     Além de refletir situações-problemas contemporâneos, o desafio aos estudantes da segunda série foi propor em folder recomendações aos estudantes do ensino fundamental II e colegas do ensino médio de conduta cidadã.


Folder sobre limpeza produzido
por grupo da 2a. A ago 2016
Parte interna do folder sobre manter
a escola limpa, produzido pela 2a. A
EE. Orestes F. de Toledo, ago 2016
























     Os grupos organizaram-se por temas de situações-problemas que ocorrem na Unidade escolar como limpeza, quadra, pátio, bullying, horta, tipos de cumprimentos, respeito às diferenças, tipos de músicas dentre outros.
     No folder além de apresentar o objetivo do projeto criado pelo grupo, também foi necessário acrescentar a estatística levantada após pesquisa de campo sugerido na disciplina de Sociologia, que interagiu de modo interdisciplinar com a investigação.
     Após apresentações empíricas sobre o que falaram em seminário, os grupos apresentaram a melhor forma de todos contribuírem para a preservação da cidadania, tanto num sala de aula quanto pelos corredores, banheiros etc.






Folder produzido pelo grupo da acessibilidade
da 2C EE Orestes F. de Toledo. Ago 2016
Folder de combate ao bullying na escola
Orestes F. de Toledo produzido por
grupo da 2C. Agosto 2016.






















Após apresentações para as séries do ensino fundamental II, cada sala de aula teve a exposição de cada folder para lembrar da importância da parceria de todos para um melhor convívio no ambiente escolar. A todos os envolvidos, parabéns por mais uma habilidade demonstrada de modo interdisciplinar.

Alunos da 2a. série A junto com classes
do ensino fundamental em campanha
Minha escola, nossa gente. Agos 2016
Grupos da 2a. série C da EE Orestes
F. de Toledo em campanha Minha escola,
nossa gente período da tarde. Ago 2016







 

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Filosofia política e o desenvolvimento do Estado

Alunos da 1C da EE Orestes Ferreira de Toledo em seminário
sobre A Política, de Aristóteles. Agosto 2016.


     O exercício de pensar o que já foi pensado pelos autores clássicos para entender os nossos dias atuais continuou durante o terceiro bimestre, ao longo dos meses de agosto e setembro.
     Muito se houve dizer por aqui, no interior do estado de São Paulo que "A política vai começar" (isso foi antes das eleições) depois ouvimos algumas pessoas dizerem "Agora que a política acabou...", "Não gosto de política...", ou ainda, "Só tem ladrão na política..." Mas, o que é política? De onde vem essa palavra, qual é  o seu significado? O que política tem a ver com Estado?
     Os alunos que leram o livro escrito por Aristóteles, Política, no século IV a. C. explicaram o real conceito da palavra "política" e quais os critérios para exercê-la, demonstrando como uma das principais características da natureza humana, pois nasce na família e o conjunto destas surge a pólís, ou seja, a cidade.
     Nessa obra, o filósofo Aristóteles, que foi discípulo de Platão, explana sua tese sobre o papel do Estado distinguindo o papel do governo, apresentando em comum acordo com seu mestre, que a democracia deve ser exercido por homens livres e, principalmente, éticos.

     O conteúdo do Caderno do aluno, volume 2, da primeira série do Ensino médio tem como proposta estudar o conceito de Estado, tipos e formas de Estado, como se formou os Estados que temos em nossa cultura ocidental.
     Interessante notar que começa o exercício perguntando o que é funcionalismo público, o que o momento permite distinguir do funcionário privado.

    Após esclarecimento da importância do funcionário público para o atendimento nas repartições governamentais, o que é Estado passou a ser estudado num panorama histórico.


Alunos da !A EE Oscar A. da Costa apresentando a obra
República, de Platão. Agosto 2016.





Alunos do 1A da EE Oscar A. da Costa apresentando o livro
Leviatã. Agosto 2016.
     O termo "República" foi entendido como uma influência da obra escrita pelo filósofo grego Platão, século V antes de Cristo, que concebia um Estado Ideal. 
    Na República grega, a democracia era vista como uma forma ativa de participação dos cidadãos, que naquela época só deveria ser permitida ter acesso os homens da classe considerada "magistrado", por sua capacidade racional e desenvolvimento da justiça.





    








Um dos grupos apresentou o conceito de Estado concebido pelo filósofo inglês Thomas Hobbes, em Leviatã, que preocupado com as invasões estrangeiras propôs em sua época um pacto social e uma assembleia de homens para junto com o soberano tomar decisões que assegurassem a paz para a população.










Grupo do 1C da EE Orestes F. Toledo
apresentando uma obra filosófica. Ag 2016.
     Outro filósofo inglês que teve sua obra mencionada no seminário foi o John Locke, em Segundo tratado sobre o governo.
     Em meio a monarquia absolutista do século XVII, esse pensador propôs um Estado laico, isto é, um Estado que respeitaria todas as religiões e, que a vida cidadã, no caso burguesa, teria acesso ao poder. Para isso, sugere três: legislativo, o executivo e o judiciário. 





Grupo do 1A EE Oscar A. da Costa em
seminário sobre Contrato Social de Rousseau.
Agosto 2016.
     Os grupos que apresentaram Do Contrato Social foram muito bem oralmente. Conseguiram defender a tese proposta pelo Rousseau, esclarecendo os conceitos lidos na obra e demonstrando as funções dos representantes dos votantes a partir da vontade geral.






Apresentação de obra filosófica por alunas do 1A EE Oscar Antônio da Costa. Ag 2016.
     De Platão a Karl Marx, cada grupo foi apresentando as ideias criadas nos conceitos pelos filósofos, procurando entender que em cada época, conforme os problemas existentes, foi surgindo uma nova proposta, como o anarquismo e o socialismo. Essas propostas, mais tarde, tornaram-se em movimento político-social-histórico.









     Após apresentação de todos os grupos, todos os alunos tiveram um panorama do desenvolvimento da Filosofia política em nossa cultura ocidental, que ainda está experimentando como um Estado ser democrático, justo e virtuoso.
     Há muito que conscientizar os brasileiros que política não é só no período das eleições, mas todo dia, quando estamos em grupo, buscando cumprir nossos deveres e garantir nossos direitos.
     Os ideais filosóficos, muitas vezes, reduzem-se em ideologias presentes nos partidos liberais ou socialistas, que nem sempre é conhecido dos demais indivíduos.
     Ler literatura é bom, mas ler obras filosóficas desenvolve a capacidade de pensar nas diversas realidades em nosso mundo.


1A da EE Oscar A. da Costa em apresentação
sobre Filosofia política. Agosto 2016.




Aprendizes do filosofar

     O blog Filosofia em ação. Pensar bem para bem viver passou por um silêncio virtual porque todos os participantes estavam envolvidos em leituras e projetos desafiantes ao longo do terceiro bimestre.


     Apesar do estranhamento em relação ao método utilizado em Filosofia, pensar o ensinar e educar o pensar exige uma certa disciplina. Contudo os jovens aprendizes do filosofar têm demonstrado as competências e as habilidades leitora e escritora desenvolvidas em sala de aula de modo satisfatório.



     Alguns grupos quando se apresentam o fazem com uma tal propriedade que surgiu a ideia de fazer uma pequena filmagem como forma de estimular os adolescentes a pensar e rever as experiências humanas.

     Aos poucos, filosofar passa a ser entendido como a essência da vida humana, embora a sociedade contemporânea chame os jovens não para pensar, mas para comprar ou experimentar prazeres efêmeros, apenas, iludindo-os pelas luzes das propagandas.

   No entanto, noutro sentido, um dos grupos de seminário apresentou a obra O desespero humano, do filósofo Kierkegaard, demonstrando o quanto o EU, isto é, a ALMA fica angustiada por não alcançar sua meta ou não satisfazer seu desejo, que na verdade é conhecer-se.







   
 
Alunos do 1A EE Oscar Antônio da Costa
em seminário Maio 2016.
     Um grupo de alunos, da EE Oscar Antônio da Costa, situada no município de São Francisco-SP, aceitou o desafio de ler a obra de Sören Kierkegaard, O desespero humano, como sua primeira experiência em ler livro filosófico. Quando apresentaram dominaram muito bem o conteúdo do livro e foram fieis ao resumir a tese do filósofo, acrescentando seu entendimento com exemplos.


     As habilidades desenvolvidas em Filosofia por meio de seminários, que exigem trabalho de leitura e escrita, demonstram a capacidade real dos adolescentes em relação ao entendimento do tema ao utilizar a oralidade, demonstrando assim, a importância da disciplina de Filosofia no Ensino médio.

     A todos os grupos, parabéns!    



domingo, 21 de agosto de 2016

Filosofia presente nas linguagens

     De uns anos para cá, a preocupação com a interdisciplinaridade passou a ser o foco do processo ensino e aprendizagem na escola, visto que o Conhecimento é um bem integrado com a vida.
     Neste sentido, o ensino de Filosofia tem proporcionado aos estudantes não apenas identificar os tipos de linguagens, mas também, elaborar textos que abordem um mesma tema de formas variadas. Por isso, neste bimestre os alunos da segunda e terceira série do ensino médio são desafiados a produzir uma revista dentro deste projeto Filosofia em ação. Pensar bem para bem viver com seus artigos, entrevistas, de maneira significativa.

     Cada grupo, escolhe um dos temas relacionados à Filosofia Contemporânea e procura executar seu material. Para isso, alguns lembretes são importantes:
a) Capa e contra capa: Cabeçalho padronizado, manchete criativa (não pode plagiar); na contra capa identificar instituição (escola), disciplina, professor responsável, equipe redatora, quem fez a ilustração da capa.
Capas da revista com cabeçalho
padronizado e a manchete montada
pelos grupo. Exemplares 2014.

Exemplo de contra capa.
Exemplar de 2014.














b) Editorial e sumário: Utilizando uma linguagem informativa, mais jornalística, o editorial é o texto introdutório da revista em que convida o leitor para visitar as próximas páginas, dando-lhe uma noção do conteúdo. Para isso, o sumário deve trazer o título de cada artigo com um pequeno resumo das ideias abordadas e páginas.

Editorial escrito para a  revista
Filosofia em ação. Pensar bem
para bem viver. Exemplar de 2014.

Exemplo de sumario,
exemplar de 2014.














c) Artigos e entrevistas são o conteúdo propriamente dito da revista. Em cada texto dissertativo deve ser abordado o assunto do tema da revista (escolhido em sala de aula) e que se refere a um fenômeno da contemporaneidade tratado nas situações de aprendizagem do volume 2.
    Cada texto deve ter o título e logo após o nome do autor, dividir em duas colunas e no final apresentar a referência bibliográfica. Se tiver foto e/ou gráfico citar as referências também.
     Quanto a entrevista, fazer uma pequena apresentação (dados) sobre o entrevistado. Selecionar bem as perguntas.
Um exemplo de texto dissertativo
escrito para a revista Filosofia em ação
sobre o tema "Drogas".
Exemplo de entrevista feita pelo
grupo que pesquisou sobre o papel
do Direito na sociedade.
Exemplar de 2014.















d) Entretenimento, propaganda e encerramento da revista: como a revista é uma proposta de atividade para apresentar as reflexões contemporâneas nas várias linguagens, o grupo não deve esquecer de criar um entretenimento, acrescentar propagandas a respeito do assunto e encerrar o trabalho com uma proposta para o leitor buscar mais informações.
Exemplo A de entretenimento
criado pela equipe da revista acima.

Exemplo B de entretenimento criado
pela equipe da revista.













Proposta da equipe no final da revista
Exemplar de 2014.
     Cada revista, ao final da revisão e encadernação, ficará em exposição na sala de leitura para que as reflexões feitas sobre os temas estudados em Filosofia seja socializada com toda a comunidade escolar. Bom trabalho a todos.

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